Metade da população mundial convive com doenças bucais; incidência cresceu 35%
Pesquisa Global Burden of Disease analisou 370 doenças em 204 países; doença periodontal teve alta de cerca de 76%.
Resumo da matéria
O estudo Global Burden of Disease, que analisou 370 doenças em 204 países, apontou que a incidência de doenças bucais cresceu aproximadamente 35% entre 1990 e 2021. A doença periodontal teve aumento de cerca de 76%, a maior elevação entre as doenças bucais. Cerca de 3,7 bilhões de pessoas convivem com algum tipo de doença bucal, e projeções indicam que mais de 4,5 bilhões poderão ser afetadas nas próximas três décadas. O especialista recomenda cuidados como escovação três vezes ao dia, uso diário de fio dental e consultas regulares ao dentista.
Análise de dados de 204 países aponta que cerca de 3,7 bilhões de pessoas convivem com algum tipo de doença bucal. Crédito: Envato Imagens
O cirurgião-dentista Sérgio Bernardes, especialista em Implantodontia e diretor da Neodent, chama atenção para a saúde bucal como parte essencial da saúde geral. Segundo ele, quanto mais cedo os cuidados se tornam rotineiros, maiores as chances de evitar complicações futuras. Não é preciso esperar dor ou sinais visíveis para procurar atendimento, pois muitas doenças bucais evoluem silenciosamente, e a avaliação periódica é fundamental para detectar alterações em estágios iniciais.
Dados do estudo Global Burden of Disease (GBD), que analisou 370 doenças em 204 países entre 1990 e 2021, mostram que cerca de 3,7 bilhões de pessoas convivem com algum tipo de doença bucal, número que representa aproximadamente metade da população mundial. A incidência dessas doenças cresceu cerca de 35% no período, e a projeção é que mais de 4,5 bilhões de pessoas possam ser afetadas nas próximas três décadas. O aumento entre pessoas com mais de 45 anos acompanha o envelhecimento populacional, e a idade pode elevar a exposição a determinados fatores de risco.
A doença periodontal teve a maior elevação entre as doenças bucais analisadas, com aumento de cerca de 76% entre 1990 e 2021. A cárie em dentes permanentes continua sendo a condição mais prevalente, e a exposição repetida ao açúcar favorece seu desenvolvimento. O tabagismo está associado ao risco de doenças periodontais e câncer bucal. Entre as recomendações estão escovar os dentes três vezes ao dia com escova de cerdas macias e creme dental com flúor, usar fio dental diariamente, reduzir o consumo de açúcar e evitar o tabagismo. Sinais de alerta como sangramento gengival, dor, sensibilidade persistente, mau hálito recorrente, mobilidade dentária ou feridas que não cicatrizam devem ser avaliados por um dentista.
O acompanhamento odontológico regular contribui para a prevenção e permite identificar precocemente cáries, inflamações gengivais e outras alterações. A recomendação é consultar o dentista no mínimo duas vezes ao ano. Quando a perda dentária já ocorreu, os implantes dentários podem ser uma alternativa para reabilitação oral. Sérgio Bernardes ressalta que é importante avaliar não apenas a estética, mas principalmente os impactos funcionais da perda dentária, que pode comprometer mastigação, alimentação, fala e qualidade de vida. Ele considera os implantes uma das alternativas capazes de devolver função, conforto e segurança ao paciente, conforme condições clínicas e necessidades individuais.
A Neodent promove a Expedição Novos Sorrisos, iniciativa que leva cuidado odontológico e ações educativas a comunidades carentes em diferentes regiões do país. Os dados reforçam a necessidade de combinar políticas públicas, iniciativas de ampliação do acesso ao atendimento odontológico e hábitos de higiene bucal, ampliando o acesso à prevenção, ao diagnóstico e ao tratamento.