João Pessoa intensifica combate ao Aedes aegypti com ações integradas
Ações envolvem educação, monitoramento e parceria com a população
Resumo da matéria
A Prefeitura de João Pessoa intensifica ações de prevenção, monitoramento e controle do Aedes aegypti, transmissor de dengue, zika e chikungunya. Por meio da Secretaria Municipal de Saúde, a atuação é integrada entre a Rede Municipal de Saúde e outros setores. A Vigilância Ambiental realiza ações de educação em saúde com estudantes de creches ao ensino médio, além de matriciamento junto às equipes de Atenção Básica. Agentes Comunitários de Saúde contribuem com visitas domiciliares e notificações de casos disparam investigações. A população deve evitar criadouros e pode denunciar pelo Disk Dengue (83) 98825-0549 ou telefones (83) 3213-7781 e 3213-7782.
João Pessoa intensifica ações de prevenção, monitoramento e controle do Aedes aegypti. Crédito: Letícia Beatriz/Secom João Pessoa
A Prefeitura de João Pessoa intensifica as ações de prevenção, monitoramento e controle do Aedes aegypti, mosquito transmissor de dengue, zika e chikungunya. O trabalho, conduzido por meio da Secretaria Municipal de Saúde, integra os serviços da Rede Municipal de Saúde e outros setores da gestão municipal, em uma atuação intersetorial.
O biólogo e técnico de Vigilância em Saúde da Capital, Fabrício de Souza, explicou que as condições de temperatura e chuvas podem favorecer o aumento da população de mosquitos, principalmente quando a água fica acumulada em recipientes e outros reservatórios. Alterações no regime de chuvas associadas ao El Niño e a elevação das temperaturas podem criar condições favoráveis à proliferação do vetor. Em João Pessoa, a combinação entre temperaturas elevadas e chuvas rápidas e espaçadas exige atenção especial.
A Vigilância Ambiental desenvolve ações de educação em saúde diretamente com crianças e adolescentes, alcançando estudantes das redes pública e privada, desde creches e pré-escola até os Ensinos Fundamental e Médio. O objetivo é levar informações sobre os cuidados necessários para evitar criadouros e estimular a participação na prevenção das arboviroses. Fabrício de Souza afirmou que o trabalho de educação também passa pelas universidades e destacou a importância de crianças e adolescentes levarem as informações para dentro de casa e ajudarem a identificar situações que podem favorecer a proliferação do mosquito.
Além da educação, a Vigilância Ambiental realiza ações de matriciamento e orientação junto às equipes da Atenção Básica, com foco no cenário climático e na prevenção do Aedes aegypti. Os Agentes Comunitários de Saúde contribuem por meio de visitas domiciliares, identificando situações de risco nas microáreas e direcionando a atuação da vigilância. O trabalho da Vigilância Ambiental está integrado à Vigilância Epidemiológica: a partir de notificações de casos suspeitos ou confirmados de dengue e zika, equipes investigam os locais relacionados ao paciente, incluindo residência e ambiente de trabalho, para identificar possíveis focos e adotar medidas de controle.
Quando são identificadas situações que ultrapassam as atribuições da Vigilância Ambiental, elas são encaminhadas aos setores responsáveis, como a Autarquia Especial Municipal de Limpeza Urbana (Emlur), a Secretaria de Infraestrutura (Seinfra) e órgãos da Prefeitura que atuam na fiscalização e encaminhamento de situações envolvendo imóveis ou prédios abandonados. A atuação também dá atenção a pontos estratégicos, como áreas de armazenamento ou comercialização de materiais recicláveis, que podem favorecer o acúmulo de água. Fabrício de Souza ressaltou a necessidade de trabalho conjunto quando os problemas exigem a atuação de outros setores.
A população também tem papel fundamental na prevenção. O Aedes aegypti pode se reproduzir em pequenas quantidades de água acumulada em recipientes como baldes, caixas-d'água, pneus, garrafas, vasos de plantas, calhas e outros objetos. Por isso, é recomendado manter calhas limpas, caixas-d'água e outros reservatórios devidamente tampados, guardar pneus em locais protegidos da chuva, eliminar recipientes que possam acumular água, verificar regularmente quintais, jardins e áreas externas e não descartar lixo de forma inadequada.
Denúncias podem ser feitas pelos telefones (83) 3213-7781 e 3213-7782 ou pelo Disk Dengue, no número (83) 98825-0549. Após o registro, equipes técnicas realizam inspeção e adotam as medidas necessárias para eliminar os focos identificados.
Serviço
Disk Dengue
Denúncias: locais com possíveis criadouros do Aedes aegypti
Telefones: (83) 3213-7781 e (83) 3213-7782
Disk Dengue: (83) 98825-0549