Saúde

Dia Mundial do Câncer de Rim: João Pessoa alerta sobre diagnóstico precoce no Junho Verde

Tumor renal cresce de forma silenciosa nas fases iniciais; fumantes, obesos e hipertensos são grupos de maior risco

Equipe Corrivus
Publicado em 18/06/2026, às 14h18

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Resumo da matéria

A Prefeitura de João Pessoa, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, marca o Dia Mundial de Conscientização do Câncer de Rim, neste 18 de junho, com ações da Campanha Junho Verde voltadas à prevenção e ao diagnóstico precoce. O tumor renal representa cerca de 3% dos cânceres em adultos, segundo o Inca, e é mais frequente em homens de 50 a 70 anos. O médico nefrologista Pablo Alves, diretor técnico do Centro Municipal de Nefrologia, alerta que as estimativas globais apontam para mais de 430 mil novos casos anuais e que o diagnóstico precoce é decisivo para o tratamento.

Dia Mundial do Câncer de Rim: João Pessoa alerta sobre diagnóstico precoce no Junho Verde

Campanha Junho Verde em João Pessoa sobre prevenção e diagnóstico do câncer de rim. Crédito: Letícia Beatriz/Secom João Pessoa

Neste 18 de junho, Dia Mundial de Conscientização do Câncer de Rim, a Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa intensifica os alertas sobre prevenção e diagnóstico precoce da doença por meio da Campanha Junho Verde. O principal recado é direto: o tumor renal quase não dá sinais nas fases iniciais, tornando a avaliação médica de rotina a principal arma de proteção.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de rim representa cerca de 3% dos tumores malignos em adultos e é mais frequente em homens entre 50 e 70 anos. O médico nefrologista Pablo Alves, diretor técnico do Centro Municipal de Nefrologia, contextualiza a dimensão do problema: as estimativas globais apontam para mais de 430 mil novos casos por ano no mundo, e no Brasil a incidência estimada fica entre 7 e 10 casos por 100 mil habitantes.

Alguns grupos precisam estar mais atentos: fumantes, pessoas com obesidade, hipertensão arterial, histórico familiar de câncer de rim e portadores de síndromes genéticas hereditárias associadas a tumores renais. A exposição ocupacional a solventes e metais pesados também figura entre os fatores de risco — mas ter um desses fatores não é sinônimo de doença.

Quando a doença avança, os sinais mais comuns são presença de sangue na urina, dor persistente na região lateral das costas ou no abdome, massa palpável na região, febre sem causa aparente, perda de peso e apetite sem explicação, cansaço excessivo e sinais de anemia. Quem identificar esses sintomas ou se enquadrar nos grupos de risco deve procurar a Unidade de Saúde da Família (USF) mais próxima.

A SMS esclarece que achados comuns em exames de rotina, como cistos renais simples, infecções urinárias e cálculos renais, são em sua maioria benignos ou de fácil tratamento e não significam diagnóstico de câncer. Pablo Alves reforça: “A maior parte dos cistos renais encontrados é simples e de natureza benigna. Eles não são câncer e não exigem tratamento. O cuidado maior ocorre apenas quando o laudo descreve um cisto complexo, com características suspeitas.”

Nesses casos, o paciente passa por exames mais detalhados — tomografia ou ressonância com contraste — e é encaminhado via regulação para o urologista, responsável pela avaliação e retirada cirúrgica do tumor, em conjunto com o oncologista. O nefrologista atua no suporte clínico para preservar a função do rim remanescente. No dia a dia, as melhores estratégias de proteção seguem sendo hábitos saudáveis, atividade física regular, controle do peso e da pressão arterial e evitar analgésicos sem orientação médica.

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