Atlas Filipeia conquista 1º lugar na categoria Cidades Inteligentes do Smart Cities Park 2026
Plataforma desenvolvida por servidores da Seplan reúne dados dos 64 bairros, histórico desde 1647 e já teve mais de 1,3 milhão de acessos sem custo para o cidadão
Resumo da matéria
A Prefeitura de João Pessoa levou o primeiro lugar na categoria Cidades Inteligentes do Smart Cities Park 2026, realizado de 10 a 12 de junho em Campina Grande. O projeto premiado é o Atlas Filipeia, portal de geoprocessamento desenvolvido internamente pela Unidade de Geoprocessamento da Secretaria de Planejamento (Seplan), sem contratação de soluções externas. A plataforma reúne mapas dinâmicos e interativos, perfis dos 64 bairros de João Pessoa, mapa de evolução histórica da cidade desde 1647 e dados cadastrais de imóveis. O Atlas já registrou mais de 1,3 milhão de acessos e é de uso gratuito.
Crédito: Secom João Pessoa
Uma ferramenta criada por servidores públicos de João Pessoa, sem contratação externa e sem custo para o usuário, venceu a categoria Cidades Inteligentes do Smart Cities Park 2026. O Atlas Filipeia, portal de geoprocessamento da Secretaria de Planejamento (Seplan), conquistou o primeiro lugar na categoria Cidades Inteligentes do Smart Cities Park 2026, durante cerimônia realizada nesta sexta-feira, dia 12, em Campina Grande. O evento, que reuniu prefeitos, secretários, engenheiros, pesquisadores e startups de todo o país, chegou ao Nordeste pela primeira vez em sua 5ª edição, organizado pela Federação das Associações de Municípios da Paraíba (Famup) em parceria com a Confederação Nacional de Municípios (CNM).
O Atlas Filipeia é um portal público de mapas e dados geográficos de João Pessoa que pode ser acessado gratuitamente por qualquer pessoa. A plataforma oferece mapas dinâmicos e interativos, perfis detalhados dos 64 bairros da cidade com diferentes indicadores, mapa de evolução histórica do município desde 1647 e consulta de dados sobre imóveis com localização, ficha cadastral e aerofotogrametria. Até agora, já foram registrados mais de 1,3 milhão de acessos.
O diretor de Geoprocessamento da Seplan, Carlos Ribeiro, um dos responsáveis pelo desenvolvimento do software e representante da prefeitura na premiação, descreveu a trajetória da iniciativa. 'Me sinto muito feliz de que uma iniciativa despretensiosa foi reconhecida como vencedora. Entendemos que, à medida que a informação é acessível e pode ser utilizada para extrair dados importantes, a cidade fica mais inteligente', relatou. Entre os recursos mais buscados na plataforma está o mapa de quadra, útil para projetos de arquitetura e engenharia e para questões envolvendo cartórios e limites de lotes.
O secretário de Planejamento, Ayrton Falcão, destacou o perfil do público atendido pela ferramenta. 'São informações de muita utilidade para gestores públicos, entidades, engenheiros, arquitetos, urbanistas, geógrafos, cartógrafos, advogados, pesquisadores, professores e estudantes, bem como para o cidadão, pois todos podem acessar documentos técnicos pela internet sem custo e sem burocracia', disse. Ele definiu o Atlas Filipeia como o sistema nervoso geográfico do município, que transforma dados cartográficos complexos em transparência e eficiência para a gestão urbana.
O Smart Cities Park debateu temas como uso de inteligência artificial e inteligência de dados na gestão pública, conectividade, desburocratização na contratação de tecnologia pelos municípios, licenciamento ambiental, mobilidade urbana e governança digital, com troca de experiências e apresentação de casos de sucesso de todo o Brasil.