HGP faz primeira cirurgia de prótese de ombro em Parauapebas
Procedimento durou cerca de 1h30 e foi realizado por equipe multiprofissional.
Resumo da matéria
O Hospital Geral de Parauapebas (HGP) realizou, na manhã deste sábado (26), a primeira cirurgia de prótese de ombro da unidade. A paciente Cleudiner Brito, de 59 anos, apresentava fratura grave no úmero proximal após um acidente de moto ocorrido há cerca de três meses. O procedimento durou aproximadamente uma hora e meia e foi realizado por uma equipe multiprofissional. O médico ortopedista e traumatologista Rafael Nerys, especialista em cirurgia de ombro e cotovelo, foi o responsável pelo procedimento.
Hospital Geral de Parauapebas realizou pela primeira vez uma cirurgia de prótese de ombro. Crédito: Kleiber de Souza/Ascom Parauapebas
O Hospital Geral de Parauapebas (HGP) realizou, na manhã deste sábado (26), a primeira cirurgia de prótese de ombro da unidade. O procedimento foi realizado por uma equipe multiprofissional e teve duração aproximada de uma hora e meia. O médico ortopedista e traumatologista Rafael Nerys, especialista em cirurgia de ombro e cotovelo, foi o responsável pelo procedimento.
A paciente, Cleudiner Brito, de 59 anos, é moradora de Tuntum, no Maranhão. Ela sofreu um acidente de moto há cerca de três meses. Após o trauma, procurou atendimento em sua cidade, mas inicialmente não foi identificada a gravidade da fratura. Em julho, durante uma visita à filha em Parauapebas, passou a sentir dores intensas e buscou atendimento médico.
Após novos exames de imagem e avaliação especializada, foi constatada uma fratura grave no úmero proximal, com indicação para cirurgia e colocação de uma prótese de ombro. Rafael Nerys explicou que a paciente apresentava fratura cominutiva de úmero proximal e afirmou que ela também tinha várias comorbidades. Segundo o médico, o hospital conseguiu reunir o material e a equipe necessários para realizar o procedimento.
Valquíria Brito, filha da paciente, relatou que a família enfrentou dificuldades para encontrar uma unidade que realizasse o procedimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Ela mencionou tentativas em Marabá e Belém sem conseguir a cirurgia. Ao retornar a Parauapebas, a família conseguiu apoio para que Cleudiner fosse operada no HGP.
Évila Moraes, gerente de enfermagem e cuidado cirúrgico do HGP, afirmou que o procedimento foi a primeira prótese parcial de ombro realizada na rede pública municipal. Segundo ela, a realização da cirurgia amplia a capacidade de atendimento a procedimentos de alta complexidade e pode reduzir a necessidade de deslocamento de pacientes para outros municípios.
A cirurgia passa a integrar os procedimentos especializados realizados pelo Hospital Geral de Parauapebas.