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Museu das Amazônias reabrirá ao público em Belém em 4 de novembro

A entrada continuará gratuita, mediante retirada prévia de ingressos; as duas mostras ocuparão juntas mais de 1.450 metros quadrados.

Equipe Corrivus
Publicado em 20/10/2026, às 20h24

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Resumo da matéria

O Museu das Amazônias reabrirá ao público em 4 de novembro de 2026, no Complexo Porto Futuro, em Belém (PA), com as exposições “Amazônias no Plural” e “Água, Pantanal, Fogo”. Juntas, as mostras ocuparão mais de 1.450 metros quadrados. A permanente aborda a diversidade amazônica, enquanto a temporária reúne fotografias sobre águas e incêndios no Pantanal. A entrada continuará gratuita, mediante retirada prévia de ingressos.

Museu das Amazônias reabrirá ao público em Belém em 4 de novembro

As exposições “Amazônias no Plural” e “Água, Pantanal, Fogo” ocuparão juntas mais de 1.450 metros quadrados no MAZ. Crédito: Divulgação

O Museu das Amazônias (MAZ), no Complexo Porto Futuro, em Belém (PA), reabrirá ao público em 4 de novembro de 2026 com as exposições “Amazônias no Plural” e “Água, Pantanal, Fogo”. Juntas, as duas mostras ocuparão mais de 1.450 metros quadrados de área expositiva. A entrada continuará gratuita, mediante retirada prévia de ingressos.

As visitas aos espaços internos foram suspensas para a montagem das novas exposições, e o museu está na etapa final de preparação para receber os visitantes. As mostras propõem conhecer histórias, culturas e conhecimentos amazônicos, além de refletir sobre as conexões entre biomas e os impactos das mudanças climáticas.

No térreo, a exposição permanente “Amazônias no Plural” abordará a formação geológica da região, migrações, modos de vida e expressões culturais dos povos amazônicos. Projeções, sons, texturas e recursos interativos compõem uma experiência imersiva sobre a pluralidade regional e as diferentes maneiras de compreender e contar histórias das Amazônias.

A curadoria é compartilhada pela bióloga e doutora em Ecologia Joice Ferreira, pela arqueóloga Helena Lima e pela antropóloga indígena Francy Baniwa. A exposição apresenta conhecimentos e tecnologias de comunidades tradicionais, cultura alimentar, manifestações artísticas e relações entre as populações e o território.

Segundo Helena Lima, a mostra resulta de dois anos de construção coletiva, pesquisa, diálogo, escuta e aprendizado. A arqueóloga considera a entrega um presente para Belém e espera que os visitantes se encontrem e se reconheçam na exposição. Para Joice Ferreira, a proposta aproxima o público da complexidade e da riqueza do território amazônico, permitindo conhecer esse universo ao longo do tempo por meio de uma experiência imersiva e emocionante.

“Amazônias no Plural” contará também com um memorial dedicado a defensores da Amazônia, entre eles a missionária Dorothy Stang, o jornalista Dom Phillips, o indigenista Bruno Pereira e Dom José Luis Azcona.

No mezanino, a mostra fotográfica temporária “Água, Pantanal, Fogo” reunirá imagens de Luciano Candisani sobre a importância das águas para a manutenção da vida no Pantanal e de Lalo de Almeida sobre os impactos dos incêndios ocorridos em 2020 e 2024. O Pantanal é considerado a maior planície inundável do mundo.

Ao combinar arte e ciência, beleza natural e degradação ambiental, a exposição propõe uma reflexão sobre a escassez hídrica, o avanço do fogo e as ameaças à fauna e à flora pantaneiras. As fotografias apresentam perspectivas sobre o Pantanal e sua relação com os desafios ambientais enfrentados pela Amazônia, evidenciando conexões entre os biomas brasileiros e a necessidade de ações diante da crise climática.

A gerente técnica do MAZ, Camila Costa, explica que o museu prepara um reencontro para ampliar as possibilidades de conhecer e pensar as Amazônias. Segundo ela, a exposição permanente reúne saberes, experiências e vozes regionais, enquanto a temporária propõe refletir sobre as relações da Amazônia com outros biomas. A expectativa da equipe, afirma, é que cada visitante encontre no espaço oportunidades para descobrir, reconhecer-se e participar do diálogo.

O museu também oferecerá atividades educativas e culturais nas salas multiuso, conduzidas pela equipe de educação do espaço. A programação busca ampliar a interação dos visitantes com os conteúdos, o aprendizado, o diálogo e a valorização de conhecimentos científicos, culturais e tradicionais.

O MAZ é uma iniciativa do Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult), em parceria com instituições públicas e privadas. A iniciativa também envolve o Ministério da Cultura, por meio da Lei Rouanet, e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. A concepção e a implementação são do Instituto de Desenvolvimento e Gestão (idg) e do Museu Paraense Emílio Goeldi, e a gestão cabe ao idg.

A Vale é parceira estratégica do museu, que conta com apoio financeiro da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A CAF responde pelo patrocínio internacional, enquanto Hydro e New Fortress Energy são patrocinadores nacionais. Ipiranga e Grupo Carrefour participam como copatrocinadores, e Mercado Livre, Ultracargo e Grupo BID oferecem apoio.

Com mais de 20 anos de atuação no desenvolvimento e na gestão de projetos culturais, ambientais e educacionais, o idg também tem sob sua gestão o Paço do Frevo, no Recife; o Museu do Amanhã e o Museu do Jardim Botânico, no Rio de Janeiro; e o Museu das Favelas e o programa CultSP PRO, em São Paulo. O instituto atua ainda na gestão operacional do Fundo da Mata Atlântica, no Rio de Janeiro.

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