Política

Câmara de São Gonçalo do Rio Abaixo vota projeto de habitação articulado ao Minha Casa, Minha Vida

Proposta prevê áreas nos bairros Una, Santa Efigênia, Santana e Monte Verde e atendimento às Faixas 2 e 3 do programa federal.

Equipe Corrivus
Publicado em 20/09/2026, às 16h35

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Resumo da matéria

A Prefeitura de São Gonçalo do Rio Abaixo encaminhou à Câmara Municipal projeto de lei para criar o Programa Municipal de Desenvolvimento, Habitação e Expansão Urbana, articulado ao Minha Casa Minha Vida. A proposta prevê áreas públicas nos bairros Una, Santa Efigênia, Santana e Monte Verde, além de concessão de direito real de uso, doação de lotes e incentivos fiscais. O texto contempla famílias enquadradas nas Faixas 2 e 3 do programa federal. Segundo a fonte, a votação em segundo turno estava prevista para 17 de setembro.

Câmara de São Gonçalo do Rio Abaixo vota projeto de habitação articulado ao Minha Casa, Minha Vida

Projeto propõe programa municipal de habitação com áreas públicas e articulação ao Minha Casa Minha Vida em São Gonçalo do Rio Abaixo. Crédito: Secom São Gonçalo do Rio Abaixo

A criação do Programa Municipal de Desenvolvimento, Habitação e Expansão Urbana é objeto de um projeto de lei encaminhado pela Prefeitura de São Gonçalo do Rio Abaixo à Câmara Municipal. Segundo a fonte, a proposta estava prevista para votação em segundo turno no dia 17 de setembro. Se aprovada, estabelecerá as bases legais para implantação do programa e para as medidas necessárias à execução dos empreendimentos habitacionais.

O texto, que já está em análise no Legislativo, permite a destinação de áreas públicas nos bairros Una, Santa Efigênia, Santana e Monte Verde, além da desafetação e da doação dos lotes aos beneficiários. Também autoriza a concessão de direito real de uso para a implantação dos empreendimentos e a oferta de incentivos fiscais que viabilizem os projetos.

O programa será articulado ao Minha Casa, Minha Vida, iniciativa federal regulamentada pela Lei nº 14.620/2023, e contemplará famílias que se enquadram nas Faixas 2 e 3, conforme os critérios de renda da regulamentação vigente. A combinação entre áreas públicas, instrumentos urbanísticos, incentivos fiscais e programas habitacionais busca criar condições para novos empreendimentos no município.

A proposta foi pensada a partir do estudo técnico “Habitação como Estratégia de Desenvolvimento, Diversificação Produtiva e Mecanismo de Mitigação dos Impactos da Mineração”, elaborado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico. No documento, a habitação é tratada como infraestrutura social e econômica, integrada às estratégias de desenvolvimento do município.

O estudo aponta que a ampliação planejada da oferta habitacional pode movimentar o comércio e os serviços, contribuir para a permanência de trabalhadores, reduzir deslocamentos para outras cidades e favorecer a atração e permanência de novos investimentos.

Segundo a justificativa apresentada pela Prefeitura, o crescimento econômico e populacional do município tem ampliado a procura por moradias e pressionado o mercado imobiliário, com reflexos nos valores de imóveis e aluguéis e na ocupação do território. A proposta relaciona a política habitacional ao planejamento da expansão urbana.

O prefeito Raimundo Nonato de Barcelos, Nozinho, afirmou que a proposta busca ampliar a oferta de moradias e integrar a política habitacional ao planejamento urbano do município, com redução dos deslocamentos de trabalhadores para outras cidades.

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