Saúde

7 cuidados essenciais para manter a saúde digestiva em dia

Médica do Hospital Orizonti explica como adaptar hábitos e reconhecer sinais de alerta para garantir o bem-estar do sistema gastrointestinal

Equipe Corrivus
Publicado em 01/06/2026, às 00h24

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Resumo da matéria

No Dia Mundial da Saúde Digestiva, celebrado em 29 de maio, a gastroenterologista Camila Coradi, do Hospital Orizonti, em Belo Horizonte, reuniu orientações práticas para proteger o sistema digestivo. Entre os pontos abordados estão alimentação equilibrada, hidratação, controle do estresse, atenção ao fígado, refluxo, desconfortos gástricos e sinais de alerta que exigem investigação médica.

7 cuidados essenciais para manter a saúde digestiva em dia

Gastroenterologista orienta sobre cuidados com o sistema digestivo e sinais de alerta que exigem investigação médica Crédito: Magnific

Engolir a comida correndo, pular refeições, tomar café no limite do estresse e ainda achar que a barriga estufada no fim do dia é coisa normal: boa parte dos problemas digestivos começa em hábitos que parecem inofensivos. A gastroenterologista Camila Coradi, do Hospital Orizonti, em Belo Horizonte, alerta que sintomas como azia, distensão abdominal e alterações no intestino costumam ser ignorados — mas podem indicar desequilíbrios que exigem investigação.

O ponto de partida para proteger o sistema digestivo está no prato. Fibras, frutas e vegetais frescos nutrem as bactérias benéficas do intestino e melhoram o funcionamento de todo o sistema. O excesso de álcool e de ultraprocessados age no sentido oposto, provocando inflamações, refluxo e desconfortos frequentes. A hidratação adequada completa essa base: é o caminho mais direto para evitar a prisão de ventre. Aliada à prática regular de exercícios físicos, ajuda a estimular a digestão, reduzir dores abdominais e beneficiar o metabolismo e a imunidade.

O estresse e a privação de sono também deixam marcas no sistema digestivo. Cérebro e intestino estão conectados, e viver sob pressão constante ou dormir mal pode piorar o funcionamento intestinal, desequilibrar a flora e aumentar a sensibilidade a dores e cólicas. O excesso de peso merece atenção especial: ele eleva o risco de esteatose hepática, acúmulo de gordura no fígado associado a inflamações, diabetes e problemas cardíacos.

Azia e refluxo frequentes não devem ser encarados como parte da rotina. Quando persistentes, podem evoluir para inflamações e lesões no esôfago. Enjoo ou dor abdominal recorrentes após as refeições também pedem atenção: podem ser sintomas de gastrite ou da presença da bactéria H. pylori, que aumenta o risco de úlceras e doenças mais graves no estômago a longo prazo.

Alguns sinais, porém, exigem avaliação médica sem demora. Sangramento nas fezes, diarreia persistente, dores frequentes, urgência extrema para ir ao banheiro e perda de peso sem causa aparente podem indicar condições inflamatórias sérias, como a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa. Nesses casos, buscar um especialista o quanto antes evita complicações e ajuda a recuperar a qualidade de vida.

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