Cidadania

Atendimentos crescem em serviços de acolhimento de Corumbá

Casa do Migrante e Casa de Passagem, vinculadas à SMASC de Corumbá, registraram mais atendimentos em agosto do que em julho de 2026.

Equipe Corrivus
Publicado em 13/10/2026, às 12h37

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Resumo da matéria

Os atendimentos da Casa do Migrante passaram de 113 em julho para 162 em agosto de 2026, aumento de 43,4%, com 275 atendimentos no bimestre. Na Casa de Passagem, foram 47 em julho e 76 em agosto, crescimento de 61,7%, totalizando 123 atendimentos no período. Os serviços são vinculados à Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania (SMASC) de Corumbá. A Secretaria ressalta que os números representam a soma dos registros mensais, não necessariamente pessoas diferentes, pois uma mesma pessoa pode ter sido contabilizada mais de uma vez. Na Casa do Migrante, homens adultos de 18 a 59 anos foram o maior grupo atendido, com 121 registros, equivalentes a 44% do total. Na Casa de Passagem, homens adultos representaram 65,9%, com 81 registros. Os boletins foram elaborados pela Vigilância Socioassistencial com base nas planilhas de controle mensal dos dois serviços e ajudam a acompanhar a procura e a planejar o trabalho das equipes.

Atendimentos crescem em serviços de acolhimento de Corumbá

Casa do Migrante registrou 275 atendimentos em julho e agosto de 2026; os registros não representam necessariamente pessoas diferentes. Crédito: Secom Corumbá

Em agosto de 2026, a Casa do Migrante e a Casa de Passagem, vinculadas à Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania (SMASC) de Corumbá, tiveram mais atendimentos que em julho. A Casa do Migrante passou de 113 para 162 registros, aumento de 43,4%, enquanto a Casa de Passagem subiu de 47 para 76, alta de 61,7%.

Os boletins referentes aos dois meses foram elaborados pela Vigilância Socioassistencial da SMASC com base nas planilhas de controle mensal dos dois serviços. A Secretaria ressalta que os números representam a soma dos registros mensais de atendimento, e não necessariamente pessoas diferentes: uma mesma pessoa pode ter sido contabilizada mais de uma vez no período.

A Casa do Migrante acumulou 275 atendimentos no bimestre, com acréscimo de 49 registros entre julho e agosto. Homens adultos de 18 a 59 anos formaram o maior grupo atendido, com 121 registros, equivalentes a 44% do total. Mulheres adultas somaram 67 registros, ou 24,4%.

Crianças e adolescentes de até 17 anos responderam por 86 registros na unidade, correspondentes a 31,3% dos atendimentos. Houve ainda um registro referente a pessoa idosa. A Secretaria afirma que a presença de crianças e adolescentes entre o público atendido pela Casa do Migrante reforça a importância da articulação com a rede de proteção social.

Quanto à nacionalidade, a Casa do Migrante registrou 160 atendimentos de pessoas da Venezuela e 60 da Colômbia. Juntos, os dois grupos somaram 220 atendimentos, equivalentes a 80% do total do bimestre.

Na Casa de Passagem, os atendimentos chegaram a 123 no período, com aumento de 29 registros de julho para agosto. Homens adultos foram a maioria do público, com 81 registros, ou 65,9% do total. Mulheres adultas somaram 28 registros, correspondentes a 22,8%; crianças e adolescentes, oito, ou 6,5%; e pessoas idosas, seis, equivalentes a 4,9%.

Venezuelanos e colombianos também predominaram entre as nacionalidades informadas na Casa de Passagem. Foram 32 registros de pessoas da Venezuela e 16 da Colômbia. A soma corresponde a 84,2% dos 57 registros com nacionalidade identificada no período, e não ao total de atendimentos da unidade.

Os boletins bimestrais da Vigilância Socioassistencial também monitoram o Centro Pop. O serviço passou de 112 pessoas atendidas em julho para 134 em agosto de 2026, aumento de 19,6%.

Para o secretário municipal de Assistência Social e Cidadania, Alexandre Ramos Ohara, o aumento dos atendimentos em agosto exige atenção às demandas recebidas pelos serviços. Ele avalia que os dados ajudam a planejar o trabalho das equipes e a articulação da rede para oferecer acolhimento, orientação e acesso a direitos, e considera essencial o papel da Vigilância Socioassistencial nesse acompanhamento.

Os levantamentos contribuem para acompanhar a procura pelos serviços, identificar as características do público atendido e subsidiar o planejamento das equipes da SMASC.

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