FAC oferece oficinas gratuitas de culinária e artesanato para gerar renda
Atividades combinam aprendizado prático e orientações para quem deseja empreender, especialmente pessoas em situação de vulnerabilidade social.
Resumo da matéria
O Fundo de Apoio à Comunidade (FAC) oferece oficinas gratuitas de culinária e artesanato para ampliar conhecimentos e estimular alternativas de geração de renda, especialmente para pessoas em situação de vulnerabilidade social. As atividades combinam prática e orientações para empreender. Participante da oficina “Mão na Massa”, Maria Solange Lencina aprendeu a preparar saltenhas e recebeu conhecimentos sobre precificação, comercialização e higiene dos alimentos.
Oficinas gratuitas do FAC combinam aprendizado prático e orientações para empreender e ampliar oportunidades de trabalho. Crédito: Secom Campo Grande
O Fundo de Apoio à Comunidade (FAC) oferece oficinas gratuitas de culinária e artesanato voltadas à qualificação, à independência financeira e à geração de renda, especialmente para pessoas em situação de vulnerabilidade social. A proposta é ampliar os conhecimentos dos participantes e estimular alternativas de trabalho e de desenvolvimento de iniciativas próprias.
As atividades combinam aprendizado prático e orientações para quem deseja empreender. Além de desenvolver habilidades culinárias, as capacitações oferecem conhecimentos para organizar e fortalecer pequenos negócios, buscando promover a inclusão produtiva e aproximar a comunidade de práticas aplicáveis no dia a dia.
Uma das participantes é a professora Maria Solange Lencina, de 66 anos. Depois de perder o emprego na educação infantil, em 2017, ela encontrou na culinária uma alternativa de renda e começou vendendo sopa paraguaia. Segundo seu relato, já chegou a obter R$ 3.000 em um mês.
Maria Solange participou da oficina Mão na Massa, realizada no Jardim Noroeste, onde conheceu possibilidades de diversificar os produtos e ampliar as vendas. Durante a capacitação, aprendeu a preparar saltenhas e recebeu orientações sobre precificação, comercialização, higiene dos alimentos e escolha de ingredientes para reduzir custos sem comprometer a qualidade.
A professora pretende incluir saltenhas no cardápio e organizar a produção para atender aos pedidos com mais agilidade, pois considera que o produto tem muitos consumidores. Seu plano é reunir o pessoal de casa ou pagar uma pessoa para produzir cerca de 100 a 150 saltenhas, assar e congelar, mantendo unidades prontas para os pedidos. Ela estima que poderá tirar duzentos e poucos reais por dia.
A presidente do FAC, Adir Diniz, explica que as oficinas ensinam o preparo de produtos e conhecimentos de cultura, inclusão produtiva, economia circular e culinária sustentável, que considera relevantes para o empreendedorismo. As formações também podem abordar o aproveitamento integral dos alimentos e a redução do desperdício.