Metro quadrado chega a R$ 11,3 mil no Setor Marista e R$ 6,7 mil no Centro de Goiânia
Ricardo Teixeira, sócio-diretor da URBS Imobiliária, comenta valores do metro quadrado, tendências de valorização e orienta sobre escolha do imóvel conforme o momento de vida.
Resumo da matéria
Em análise baseada no Índice FipeZap de julho de 2026, Ricardo Teixeira, sócio-diretor da URBS Imobiliária, destaca que bairros tradicionais de Goiânia, como o Setor Marista, têm maior valor de metro quadrado em razão de fatores como infraestrutura, serviços e escassez de terrenos. Ele cita o Setor Serrinha e o Jardim América como exemplos de bairros que passam por mudanças urbanas e podem ter valorização futura, além do Pedro Ludovico como opção próxima a setores tradicionais e com valor mais acessível. Teixeira ressalta que a escolha do imóvel depende do momento de vida do comprador.
Índice FipeZap de julho de 2026 aponta diferença de 40,83% entre os valores do metro quadrado no Setor Marista e no Setor Central, em Goiânia. Crédito: Divulgação
Levantamento do índice FipeZap de julho de 2026, que monitora preços de anúncios em 56 cidades brasileiras, aponta que o Setor Marista lidera os valores por metro quadrado em Goiânia, com R$ 11.369,00. Na outra ponta, o Setor Central registra o menor valor, R$ 6.727,00 — uma diferença de 40,83% entre os dois bairros. O especialista em mercado imobiliário e sócio-diretor da URBS Imobiliária, Ricardo Teixeira, explica que a localização interfere diretamente no preço do imóvel: bairros tradicionais têm infraestrutura, serviços, acessos, proximidade de pontos de lazer e maior escassez de terrenos para construção de casas e prédios, o que impulsiona a valorização.
Segundo Teixeira, bairros consolidados devem continuar valorizando em escala maior, impulsionados pelo crescimento populacional de Goiânia e pela redução de terrenos disponíveis. Ele cita o bairro Pedro Ludovico, vizinho a um setor tradicional, como exemplo de opção com valor mais acessível e boa localização. Já o Setor Serrinha, que passa por revitalização com a futura implantação do Parque da Serrinha, e o Jardim América, que recebeu liberação para construção de prédios, são apontados como áreas em mudança urbana que podem ter salto futuro na valorização.
O especialista orienta que bairros vizinhos aos tradicionais são boas escolhas por estarem próximos da infraestrutura e terem preço mais acessível, enquanto bairros em desenvolvimento, geralmente mais distantes, têm valor acessível e ganho futuro de valorização, porém o retorno demora mais. Ele destaca que é preciso observar o projeto viário e urbanístico do município antes de comprar, pois mais transporte público e mais equipamentos urbanos indicam desenvolvimento imobiliário. Parques, praças e shoppings estão entre os equipamentos mais visados.
Teixeira lembra que a escolha do imóvel depende do momento de vida do comprador: um jovem pode comprar lote em bairro novo para construir no futuro ou buscar um apartamento menor para sair da casa dos pais, enquanto alguém com família constituída tem necessidade mais urgente de imóvel maior ou em localização estratégica. Goiânia, que se tornou a décima cidade em população nacional e tem índice de crescimento populacional acima da média do país, segue como mercado atrativo para diferentes perfis de compradores.