Agro

Goiás colheu 263,9 mil toneladas de cebola em 2025, alta de 32,6%

Estado respondeu por 34,2% do acréscimo da produção brasileira entre 2024 e 2025; ganho de produtividade compensou a redução da área colhida.

Equipe Corrivus
Publicado em 18/10/2026, às 15h52

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Resumo da matéria

A produção de cebola em Goiás cresceu 32,6% em 2025 e chegou a 263,9 mil toneladas, segundo a Pesquisa Agrícola Municipal, divulgada pelo IBGE. O estado respondeu por 34,2% do acréscimo da produção brasileira entre 2024 e 2025. Mesmo com redução de 6,4% na área colhida, o rendimento médio goiano aumentou 41,7%, alcançando 67,3 toneladas por hectare. Cristalina concentrou 78,5% da produção estadual em 2025.

Goiás colheu 263,9 mil toneladas de cebola em 2025, alta de 32,6%

Goiás ocupou a terceira posição entre os estados na produção de cebola em 2025, atrás de Santa Catarina e Bahia. Crédito: Wenderson Araujo/CNA

A produção de cebola em Goiás cresceu 32,6% em 2025, passando de 199,0 mil toneladas em 2024 para 263,9 mil toneladas, segundo a Pesquisa Agrícola Municipal (PAM), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O acréscimo de 64,9 mil toneladas representou 34,2% do aumento de 189,7 mil toneladas registrado no Brasil no período — aproximadamente uma de cada três toneladas adicionais.

O avanço ocorreu mesmo com a redução da área colhida no estado, de 4.193,0 hectares para 3.924,0 hectares, uma queda de 269,0 hectares, ou 6,4%. O rendimento médio passou de 47,5 para 67,3 toneladas por hectare, alta de 41,7%. Com isso, os produtores goianos colheram cerca de 20 toneladas adicionais por hectare, ganho que compensou a diminuição da área e permitiu ampliar a produção.

Em 2025, Goiás concentrou 7,9% da área colhida de cebola e 14,1% da produção nacional. O estado ocupou a terceira posição em volume produzido, atrás de Santa Catarina e da Bahia e à frente de Minas Gerais e São Paulo. A produtividade goiana ficou 79,7% acima da média brasileira, de 37,4 toneladas por hectare, uma diferença de quase 30 toneladas por hectare.

Na comparação de dez anos, a produção estadual passou de 105,2 mil toneladas em 2015 para 263,9 mil toneladas em 2025, crescimento de 150,9%. A participação de Goiás na oferta nacional, que era de 7,3% em 2015, praticamente dobrou no período.

Cristalina respondeu por 78,5% da cebola produzida em Goiás em 2025, quase 80% do total estadual. A produção do município subiu de 139,5 mil toneladas em 2024 para 207,3 mil toneladas em 2025, enquanto a área colhida diminuiu de 3.100 para 3.000 hectares. No mesmo intervalo, o rendimento médio avançou de 45,0 para 69,1 toneladas por hectare.

A produtividade mede a quantidade colhida em relação à área utilizada, e o desempenho da cultura depende de fatores que vão além da extensão da lavoura. Segundo a Embrapa, a temperatura e a duração diária da luz solar controlam a formação dos bulbos, parte da planta destinada ao consumo. A escolha de cultivares apropriadas às condições locais é importante para o rendimento e a qualidade, e o planejamento da lavoura inclui a adequação à região e à época de plantio.

O fornecimento de água também exige atenção durante o desenvolvimento da planta. A Embrapa Hortaliças informa que, fora da Região Sul, a produção brasileira de cebola é realizada quase integralmente com irrigação. O pivô central está entre os sistemas utilizados nas médias e grandes áreas de cultivo do Centro-Oeste e do Sudeste. O manejo da irrigação deve acompanhar as necessidades da cultura, que são maiores durante a formação do bulbo.

No abastecimento, Goiás forneceu 8,8 mil toneladas de cebola às centrais acompanhadas pelo Boletim Hortigranjeiro em agosto de 2026, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume correspondeu a 21,7% da quantidade ofertada nesses entrepostos, mais de um quinto do total.

A microrregião do Entorno de Brasília, em Goiás, foi a maior origem regional de cebola entre as listadas no levantamento da Conab naquele mês, com 5,7 mil toneladas destinadas às centrais monitoradas. Goiânia, Catalão e Porangatu também apareceram entre as regiões goianas presentes nesse abastecimento.

Na avaliação da Conab, a diversidade de regiões produtoras contribui para abastecer o mercado nos últimos meses de 2026. A companhia espera maior participação da safra do Sul na comercialização pelas Ceasas a partir de novembro e dezembro de 2026.

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