Violência contra a mulher no DF: veja onde buscar ajuda
Rede inclui atendimento de emergência, registro de ocorrência, delegacias especializadas e serviços de acolhimento e assistência.
Resumo da matéria
Mulheres em situação de violência no DF podem buscar ajuda por telefone, aplicativos, internet ou presencialmente. Denúncias podem ser feitas à Polícia Civil pelo 197, WhatsApp (61) 98626-1197 ou e-mail denuncia197@pcdf.df.gov.br. O Ligue 180 recebe denúncias e presta orientações gratuitamente 24 horas. Em emergências, o 190 aciona a Polícia Militar. Para acolhimento, há a Casa da Mulher Brasileira em Ceilândia (24h) e a Casa Abrigo, de localização sigilosa, com permanência de até 90 dias. Centros especializados e seis unidades do Nuiam também prestam atendimento.
Rede do Distrito Federal oferece canais de denúncia, proteção, acolhimento e assistência para mulheres em situação de violência. Crédito: Ascom PCDF
Mulheres em situação de violência doméstica e familiar no Distrito Federal dispõem de uma rede de canais e unidades de atendimento para denúncias, emergências, acolhimento e assistência psicológica, social e jurídica. Os serviços podem ser acionados por telefone, aplicativos de mensagens, internet ou presencialmente.
Em casos de risco imediato, a recomendação é procurar um local seguro e acionar os serviços de emergência. Para agressões em andamento, a orientação é ligar para a Polícia Militar pelo telefone 190. Quando a situação não exige resposta policial imediata, a vítima ou seus familiares podem buscar canais de denúncia e serviços de acolhimento da rede pública.
Entre os canais rápidos estão o 197, para denúncias à Polícia Civil, e o 180, Central de Atendimento à Mulher, que funciona 24 horas, de forma gratuita e confidencial, recebendo denúncias e prestando orientações. Os relatos feitos ao Ligue 180 são encaminhados aos órgãos responsáveis. A Polícia Civil também recebe denúncias pelo WhatsApp (61) 98626-1197 e pelo e-mail denuncia197@pcdf.df.gov.br. O Disque-Denúncia 197 aceita denúncias que não exigem intervenção imediata, inclusive por terceiros.
O registro de ocorrência pode ser feito presencialmente em uma unidade da Polícia Civil ou pela internet, por meio do serviço Maria da Penha Online, disponível na Delegacia Eletrônica. Para situações de violência doméstica, a Delegacia Eletrônica permite o registro de ocorrência.
O DF conta com duas Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deam), que funcionam 24 horas. A Deam I, no Plano Piloto, fica na EQS 204/205 e atende pelo telefone (61) 3103-1926. A Deam II, em Ceilândia, está localizada na QNM 2, conjuntos G/H, Área Especial, com telefone (61) 3207-7391.
Também estão em funcionamento seis unidades do Núcleo Integrado de Atendimento à Mulher (Nuiam): Deam I (Asa Sul), Deam II (Ceilândia), 6ª DP (Paranoá), 11ª DP (Núcleo Bandeirante), 29ª DP (Riacho Fundo II) e 38ª DP (Vicente Pires).
Os centros especializados de atendimento à mulher prestam atendimento psicológico, social e jurídico, além de orientação e encaminhamentos. Há unidades na 102 Sul, em Planaltina e no Plano Piloto (Ciob). O atendimento regular desses centros ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h.
A Casa da Mulher Brasileira, em Ceilândia, funciona 24 horas com serviços de acolhimento, atendimento psicossocial e encaminhamento para outros serviços. Em casos de risco, a unidade disponibiliza alojamento de passagem por até 48 horas.
Para mulheres em risco de morte, a Casa Abrigo oferece acolhimento sigiloso, além de assistência psicológica, jurídica, pedagógica e social. O local permanece sob sigilo por razões de segurança. A permanência é de até 90 dias, prorrogável conforme avaliação técnica. O encaminhamento para a Casa Abrigo é feito por delegacias de polícia, pela Casa da Mulher Brasileira ou por ordem judicial.
O Programa Direito Delas pode ser contatado pelo telefone (61) 98382-0130.