Hospital Esaú Matos orienta famílias de bebês prematuros em Vitória da Conquista
Atividades incluem oficina sobre estimulação precoce e roda de conversa sobre amamentação no Agosto Dourado
Resumo da matéria
O Hospital Municipal Esaú Matos, em Vitória da Conquista, promoveu ações de orientação para famílias de bebês prematuros. Na sexta-feira (14), a oficina “Meu bebê e a fisioterapia” abordou a importância da estimulação precoce. Na quinta-feira (13), uma roda de conversa sobre amamentação integrou a programação do Agosto Dourado, com orientações sobre aleitamento materno.
Hospital Municipal Esaú Matos promove oficina de fisioterapia para famílias de bebês prematuros na Unidade Canguru. Crédito: Secom Vitória da Conquista
O Hospital Municipal Esaú Matos realizou na sexta-feira (14) a oficina 'Meu bebê e a fisioterapia' na Unidade Canguru, em Vitória da Conquista. A atividade orientou famílias de bebês prematuros sobre a importância da estimulação precoce e do acompanhamento especializado.
A coordenadora do setor de Follow-Up, Izaura Cristina Barbosa, destacou o papel fundamental da fisioterapia para o bebê prematuro e explicou o funcionamento do serviço, responsável pela continuidade do cuidado aos recém-nascidos de risco após a alta hospitalar. "Orientamos os pais sobre os fatores de risco para o atraso no desenvolvimento neuropsicomotor (ADNPM) em lactentes, a razão pela qual a estimulação deve começar ainda na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN), as diferenças entre idade corrigida e idade cronológica, a prevenção de assimetrias cranianas e a importância da estimulação precoce em posição ventral, o chamado Tummy Time", destacou Izaura.
A coordenadora ressaltou ainda que o setor monitora o crescimento, o desenvolvimento e as condições clínicas dos bebês atendidos no Bloco Neonatal. A equipe multiprofissional do setor conta atualmente com fisioterapeuta, pediatra, nutricionista, assistente social e psicóloga.
A Unidade Canguru é um espaço de cuidado humanizado para mães e recém-nascidos prematuros ou de baixo peso (menor que 1,3 kg) que já apresentam condições clínicas para permanecer fora da UTI. No local, o bebê permanece junto da mãe enquanto evolui para a alta, com incentivo ao contato pele a pele, aleitamento e ordenha de leite. "Essa mãe não é uma simples acompanhante; ela é parte integrante do cuidado e vive uma etapa fundamental do tratamento do próprio filho", reforçou a coordenadora.
Na quinta-feira (13), como parte do Agosto Dourado, a nutricionista Flávia Chaves conduziu roda de conversa sobre amamentação. "Estamos em um hospital que é amigo da criança, então nada mais justo do que reforçar essa conscientização para as mães. No caso dos bebês prematuros, existe um cuidado ainda maior: orientamos que a amamentação permaneça até os dois anos ou mais, conforme recomendado pelas organizações de saúde, garantindo a eles uma melhor qualidade de vida", explicou a nutricionista.
A cabeleireira Islana Moreira, mãe da pequena Louise Alcântara — nascida prematura há quatro meses e que precisou de internação na UTI —, participou da atividade e destacou o impacto positivo do aleitamento: "Por ela ter nascido prematura, começar a mamar foi fundamental para o seu desenvolvimento e crescimento." Islana contou também que, devido à alta produção inicial de leite, contribuiu com o Banco de Leite Humano da instituição. "Doar foi essencial para ajudar outras crianças. Hoje, minha filha está saudável, crescendo bem e mamando bastante", comemorou.