Educação

Estudantes de Serrinha criam Ecotelha com fibra de coco e cerâmica

Feita de papel, fibra de coco, cimento e resíduos de telhas de cerâmica, a telha passou por testes de resistência à flexão e absorção de água.

Equipe Corrivus
Publicado em 20/10/2026, às 12h16

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Resumo da matéria

Os estudantes Ítalo Levi Pereira, Helton Araújo e Vinícius Nascimento desenvolveram a Ecotelha sob orientação do professor Thales Nascimento. Feita de papel, fibra de coco, cimento e resíduos de telhas de cerâmica, ela reaproveita materiais e tem potencial para reduzir custos. Nos testes, absorveu 9,29% de água, diante da recomendação de até 10% da ABNT. Ítalo estuda no CETEP do Sisal, em Serrinha, na Bahia.

Estudantes de Serrinha criam Ecotelha com fibra de coco e cerâmica

Desenvolvida por estudantes, a Ecotelha combina papel, fibra de coco, cimento e resíduos de telhas de cerâmica. Crédito: Milena Monteiro - Ascom/Secti

Os estudantes Ítalo Levi Pereira, Helton Araújo e Vinícius Nascimento desenvolveram a Ecotelha, uma telha feita de papel, fibra de coco, cimento e resíduos de telhas de cerâmica. O produto, criado sob orientação do professor Thales Nascimento, reaproveita resíduos e apresenta potencial de redução de custos.

A ideia surgiu quando Ítalo, estudante do Centro Territorial de Educação Profissional (CETEP) do Sisal, em Serrinha, na Bahia, observou um galinheiro construído pelo avô e identificou a possibilidade de uma cobertura mais econômica e sustentável. Para desenvolver a Ecotelha, os estudantes utilizaram materiais que podem ser encontrados em escolas, estabelecimentos comerciais e canteiros de obras.

O produto passou por testes de resistência à flexão e de absorção de água. Na avaliação de absorção, a Ecotelha registrou 9,29%, abaixo do limite de até 10% recomendado pela ABNT. Também apresentou resultados positivos de conforto térmico, mantendo a temperatura no interior do galinheiro em 32 °C.

Ítalo, Helton e Vinícius esperam aprimorar o projeto gradualmente. Segundo o professor Thales Nascimento, os alunos devem produzir cada vez mais telhas. Ele afirmou que a pretensão é criar uma pequena estrutura na escola para que os estudantes possam evoluir aos poucos.

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