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Salvador lança temporada de observação de baleias-jubarte 2026

Ponto Fixo de Observação no Farol da Barra oferece binóculos gratuitos e exposição sobre a relação da cidade com os animais

Equipe Corrivus
Publicado em 08/08/2026, às 15h16

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Resumo da matéria

A Prefeitura de Salvador lançou nesta quinta-feira (6) a temporada de observação das baleias-jubarte, que migram da Antártica para a costa baiana entre julho e outubro em busca de águas mais quentes para reprodução. Além dos passeios embarcados, a cidade mantém o Ponto Fixo de Observação do Projeto Baleia Jubarte, no Museu Náutico da Bahia, no Farol da Barra, com binóculos gratuitos e a exposição 'Salvador das Baleias'. No ano passado, o ponto registrou cerca de 1,4 mil avistamentos e recebeu mais de 80 mil visitantes na exposição. Autoridades municipais e pesquisadores do Projeto Baleia Jubarte destacaram tanto o impacto turístico quanto o papel ambiental da espécie.

Salvador lança temporada de observação de baleias-jubarte 2026

Temporada de observação de baleias-jubarte na Baía de Todos-os-Santos, em Salvador Crédito: Jefferson Peixoto/Secom Salvador

A Prefeitura de Salvador lançou oficialmente, nesta quinta-feira (6), a temporada de observação das baleias-jubarte, parte da estratégia da cidade para se firmar como destino de turismo de natureza, ligado à economia do mar, ao turismo náutico e à educação ambiental. Todos os anos, entre julho e outubro, as baleias deixam a Antártica e migram para o litoral brasileiro em busca de águas mais quentes para a reprodução e o nascimento dos filhotes — e a costa baiana está entre as principais áreas de concentração da espécie no Atlântico Sul.

Quem quiser acompanhar o fenômeno de graça pode ir ao Ponto Fixo de Observação do Projeto Baleia Jubarte, no Museu Náutico da Bahia, no Farol da Barra, que empresta binóculos gratuitamente e abriga a exposição 'Salvador das Baleias', sobre a história da cidade com esses animais, da época da caça baleeira até as ações atuais de conservação. Só ali, no ano passado, foram registrados cerca de 1,4 mil avistamentos, mais de 80 mil visitantes passaram pela exposição, 10 mil pessoas participaram das atividades de observação do Projeto e 103 escolas desenvolveram ações de educação ambiental.

Para a secretária municipal do Mar (Semar), Duda Lomanto, o fenômeno já reflete diretamente na movimentação turística da cidade, que hoje recebe visitantes do interior, de outros estados e até de outros países — na avaliação dela, 'Salvador está se tornando esse hub de conexões das baleias'. Segundo Lomanto, na véspera do lançamento, quarta-feira (5), 28 baleias foram avistadas bem perto do Farol da Barra, uma proximidade que ela descreve como 'raríssima no mundo' e que movimenta outros setores da cidade, do turismo à gastronomia.

O secretário municipal de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-estar e Proteção Animal (Secis), Ivan Euler, ampliou o argumento para além do turismo: segundo ele, existe um cálculo segundo o qual 'uma baleia corresponde a 30 mil árvores', já que o carbono absorvido pelo animal ao longo da vida fica armazenado no fundo do oceano quando ela morre. Euler também lembrou que '50% do oxigênio que respiramos vem dos oceanos', produzido por algas e fitoplâncton que se beneficiam, inclusive, das fezes das baleias.

Já o coordenador de Pesquisa do Projeto Baleia Jubarte, Sérgio Cipolotti, colocou o momento atual em perspectiva histórica. Para ele, 'a costa da Bahia é um grande berçário das baleias-jubarte': em 38 anos de atuação do projeto, a população da espécie na costa brasileira saltou de uma estimativa entre 1,5 mil e 2 mil animais, em 1988, para quase 35 mil indivíduos hoje — resultado direto do fim da caça comercial. Segundo Cipolotti, as baleias que hoje se concentram em Salvador já ocupavam a região antes de serem quase exterminadas pela caça, e agora 'estão retomando suas antigas áreas de ocupação'; a Baía de Todos-os-Santos, com suas águas protegidas, seria um ambiente ideal para as fêmeas terem os filhotes, já que essas áreas abrigadas 'funcionam como um ambiente seguro para a amamentação'.

Durante a temporada, as embarcações seguem protocolos de observação responsável, com aproximação máxima de 100 metros e redução de velocidade — embora em muitos casos sejam as próprias baleias que se aproximem dos barcos. Os adultos podem chegar a 16 metros de comprimento e 40 toneladas, enquanto os filhotes nascem com três a quatro metros e cerca de uma tonelada. Os passeios, que podem ser feitos por adultos e crianças, duram entre duas e quatro horas e são operados oficialmente por duas empresas parceiras do Projeto Baleia Jubarte, embora outras embarcações também ofereçam o serviço na cidade. Não há rota fixa nem horário considerado ideal — tudo depende das condições do mar e da presença dos animais no dia.

Serviço

Data: Temporada anual, com maior concentração entre julho e outubro

Horário: Passeios com duração de duas a quatro horas, sem horário fixo definido

Local: Ponto Fixo de Observação do Projeto Baleia Jubarte, no Museu Náutico da Bahia, Farol da Barra

Entrada: Gratuita no Ponto Fixo de Observação, com empréstimo de binóculos

Público: Moradores e turistas de Salvador; passeios podem ser feitos por adultos e crianças

Site: https://comunicacao.salvador.ba.gov.br/observatorio-das-baleias/

Projeto/programação: Exposição 'Salvador das Baleias' no Museu Náutico da Bahia; passeios embarcados operados por duas empresas parceiras do Projeto Baleia Jubarte, além de outras embarcações na cidade

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