Cotidiano

Pé Preto terá 270 moradias em obra de R$ 50,6 milhões em Salvador

Intervenção no Nordeste de Amaralina inclui redes de infraestrutura, espaços comerciais e equipamentos comunitários.

Equipe Corrivus
Publicado em 13/09/2026, às 15h13

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Resumo da matéria

As obras de urbanização da comunidade do Pé Preto, em Salvador, estão com 20% de execução. O projeto de R$ 50,6 milhões prevê 270 moradias e estruturas comerciais e comunitárias.

Pé Preto terá 270 moradias em obra de R$ 50,6 milhões em Salvador

Projeto de urbanização do Pé Preto prevê 270 moradias, além de estruturas comerciais e comunitárias. Crédito: Igor Santos/Secom Salvador

As obras de urbanização e construção de moradias na comunidade do Pé Preto, no Nordeste de Amaralina, chegaram a 20% de execução. O projeto prevê 270 unidades habitacionais e tem investimento total de R$ 50,6 milhões, com recursos do Ministério das Cidades e da Prefeitura.

Nesta fase, estão sendo implantadas redes de abastecimento de água, energia elétrica, drenagem e esgotamento sanitário. Também estão em execução as fundações das novas moradias. O prefeito Bruno Reis vistoriou os serviços neste sábado (12).

O projeto foi dividido em duas etapas. Segundo o superintendente de Obras Públicas, Orlando Castro, a primeira envolveu a construção das alvenarias de pedra e das contenções necessárias para permitir a implantação das unidades habitacionais. Ao todo, estão previstos 19 blocos.

As moradias serão geminadas, com opções de dois e três quartos. O planejamento inclui ainda oito unidades mistas, destinadas à residência com espaço para comércio e/ou igreja, além de 25 boxes comerciais e duas unidades comunitárias.

Bruno Reis afirmou durante a vistoria que a expectativa é concluir e entregar a intervenção em 14 meses. O prefeito também lembrou que antigos moradores viviam em imóveis de madeira e papelão, sem condições mínimas de infraestrutura, como abastecimento de água, esgotamento sanitário e banheiros.

A requalificação prevista para a área inclui ainda um centro voltado às demandas da comunidade, igrejas e um horto destinado à preservação de espécies. O prefeito relacionou essas estruturas ao processo de retorno das famílias ao local.

Enquanto as obras continuam, as famílias contempladas recebem Aluguel Social. A presidente da Fundação Mário Leal Ferreira, Tânia Scofield, informou que um posto territorial provisório funciona na comunidade para atender os moradores, inclusive de forma individual, com apoio nas áreas de saúde e assistência social.

Tânia Scofield também apontou mudanças na acessibilidade. Segundo ela, a área antes era marcada por becos estreitos e agora conta com uma via principal que permite a circulação de ambulância, caminhão de lixo e outros veículos.

Na mesma agenda, Bruno Reis visitou a Feirinha do Nordeste do Amaralina, cuja reconstrução já foi concluída. A intervenção recebeu investimento de cerca de R$ 400 mil, e a entrega oficial do equipamento à população será realizada posteriormente.

O secretário municipal de Ordem Pública, Décio Martins, explicou que a antiga estrutura metálica sofria com a ação do tempo e precisou ser reconstruída. A feira atende 20 permissionários, muitos deles com mais de duas décadas de atuação no local.

Entre os permissionários está Dalva Pereira Sena, de 76 anos, que trabalha no local há mais de 50 anos comercializando verduras e hortaliças. Ela destacou o maior conforto da nova estrutura e a proteção contra sol direto e chuva.

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