Agrovale recebe R$ 53,99 milhões do BNDES para irrigação e energia
Recursos do Fundo Clima serão usados para modernizar a irrigação de cana-de-açúcar e a geração de energia a biomassa da usina
Resumo da matéria
O BNDES aprovou financiamentos para a Agrovale, usina de açúcar, etanol e bioeletricidade localizada em Juazeiro, na Bahia, somando R$ 39,27 milhões destinados à substituição da irrigação por gravidade pelo sistema de gotejamento em cerca de 490 hectares de cana-de-açúcar, e R$ 14,72 milhões para modernizar o sistema de geração térmica a biomassa da unidade industrial. Os recursos vêm do Fundo Clima e contaram com apoio da Gerência Nordeste do banco e estruturação do Bradesco.
Usina Agrovale investe em modernização da irrigação e geração de energia a biomassa Crédito: Fotografia Aérea/Agrovale
Dois investimentos somando R$ 53,99 milhões vão financiar a modernização da irrigação e da geração de energia da Agrovale, usina de açúcar, etanol e bioeletricidade instalada em Juazeiro, na Bahia. O aporte foi aprovado pelo BNDES por meio do Programa Fundo Clima.
O primeiro investimento, de R$ 39,27 milhões, trocará a irrigação por gravidade pelo sistema de gotejamento em cerca de 490 hectares de canaviais, trazendo mais controle operacional, precisão na aplicação de água e ganhos na uniformidade da irrigação e na eficiência da fertirrigação. O segundo, de R$ 14,72 milhões, vai custear a modernização do sistema de geração térmica a biomassa da unidade industrial, com atualização de caldeira, sistemas de combustão, automação, instrumentação, controle, monitoramento e isolamento térmico. A meta é elevar a eficiência energética da planta, reduzir perdas e ampliar o uso do bagaço de cana-de-açúcar como energia renovável.
As duas operações foram estruturadas pelo Bradesco, agente financeiro credenciado do BNDES, com apoio da Gerência Nordeste do banco.
Presente há mais de cinco décadas no Vale do São Francisco, a Agrovale mantém cerca de 3 mil empregos diretos e diz seguir práticas de ESG, com investimentos voltados ao uso mais eficiente de recursos hídricos e ao aproveitamento do bagaço da cana para geração de energia limpa.
Segundo a superintendente Administrativa Financeira da empresa, Juliana Alves, a sustentabilidade é parte da estratégia e da rotina da Agrovale, já que produzir no semiárido exige uso cada vez mais eficiente e responsável da água, da energia e de outros recursos naturais. Ela afirma que o apoio do BNDES via Fundo Clima, somado à estruturação do Bradesco, viabiliza investimentos que incorporam tecnologia, ampliam a eficiência operacional e reforçam o compromisso da empresa com uma produção sustentável e competitiva a longo prazo.
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, avalia que os projetos aprovados aumentam a eficiência no uso da água e da energia em uma atividade relevante para o semiárido brasileiro. Para ele, ao apoiar a modernização da irrigação e o aproveitamento energético da biomassa, o Fundo Clima financia iniciativas que fortalecem a adaptação às mudanças climáticas, elevam a eficiência produtiva e estimulam tecnologias de menor impacto ambiental.
Já o superintendente Geral da Agrovale, Paulo Ricardo G. Junior, considera o aporte um avanço importante, por ampliar a eficiência no uso da água e da energia renovável de biomassa e incorporar novas tecnologias à operação. Segundo ele, a parceria com o BNDES via Fundo Clima é fundamental para viabilizar o projeto e reforçar a estratégia de produzir com mais eficiência, sustentabilidade e competitividade.
Os dois financiamentos integram um movimento mais amplo de modernização da Agrovale, que combina eficiência operacional, uso racional da água e maior aproveitamento energético da biomassa para ampliar a capacidade de produção da empresa no semiárido.