Médicos da rede municipal recebem capacitação sobre transição de insulina NPH para Glargina
Encontro promovido pela Atenção Primária à Saúde abordou critérios, acompanhamento e individualização do tratamento de pessoas com diabetes
Resumo da matéria
A Secretaria Municipal de Saúde promoveu capacitação direcionada a médicos da rede sobre a transição da insulina NPH para a Glargina. A iniciativa visa preparar as equipes para implementar a estratégia, contemplando crianças e adolescentes de 2 a 17 anos incompletos com diabetes tipo 1 e pessoas com 70 anos ou mais com diabetes tipo 1 ou tipo 2. O encontro enfatizou a individualização da dose e o acompanhamento contínuo.
Capacitação orienta profissionais da rede municipal sobre acompanhamento e individualização do tratamento de pessoas com diabetes. Crédito: Divulgação - SMS
A capacitação busca preparar as equipes para a implementação da estratégia, modernizando o tratamento do diabetes e qualificando o cuidado ofertado aos usuários do SUS. De acordo com a enfermeira referência em Hiperdia, Carla Paim, a ação é fundamental para que os profissionais conduzam o processo com segurança, entendendo os critérios de inclusão e a necessidade de avaliar cada paciente de forma individualizada. Não se trata apenas de substituir uma insulina por outra, mas de acompanhar a resposta ao novo tratamento e garantir a continuidade do cuidado.
Neste primeiro momento, a estratégia contempla crianças e adolescentes de 2 a 17 anos incompletos com diabetes mellitus tipo 1 (DM1) e pessoas com 70 anos ou mais, com diabetes mellitus tipo 1 ou tipo 2 (DM1 ou DM2). Carla Paim destacou que esses públicos precisam de acompanhamento contínuo e atento, e que a proposta representa um avanço na organização do cuidado. É essencial, porém, que a equipe esteja preparada para orientar, monitorar a glicemia e identificar precocemente qualquer necessidade de ajuste durante a transição.
Durante o encontro, ministrado pela endocrinologista Isabela Machado, os médicos foram orientados sobre os princípios gerais da mudança. Outro aspecto reforçado foi a individualização da dose, considerando a resposta de cada pessoa ao tratamento. A enfermeira acrescentou que é preciso olhar para cada usuário de maneira individual, com a dose considerando a resposta ao tratamento e o acompanhamento da glicemia, especialmente no período inicial. A capacitação dá aos profissionais mais segurança para orientar os pacientes e conduzir o acompanhamento dentro da rede.