Saúde

Feira de Santana inicia implantação do método Wolbachia contra arboviroses

Projeto prevê liberação de mosquitos Aedes aegypti com bactéria Wolbachia e monitoramento por ovitrampas.

Equipe Corrivus
Publicado em 14/09/2026, às 17h30

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Resumo da matéria

Feira de Santana deu início à implantação do método Wolbachia, estratégia que utiliza mosquitos Aedes aegypti infectados com a bactéria Wolbachia, reduzindo significativamente a capacidade de transmissão de dengue, chikungunya e zika. O cronograma de implementação está previsto para durar 12 meses, com primeira fase de três meses dedicada ao engajamento comunitário e adaptação dos espaços. Após essa fase, os wolbitos serão liberados de forma planejada durante seis meses. O monitoramento será feito por meio de ovitrampas, equipamentos utilizados para acompanhar a presença e evolução do mosquito. O projeto inclui ainda apresentação da estratégia, preparação e capacitação das equipes, mobilização da comunidade e adequação dos espaços. A Secretaria Municipal de Saúde sediou encontro de apresentação do método, com participação de representantes do Ministério da Saúde, Fiocruz e profissionais da rede municipal.

Feira de Santana inicia implantação do método Wolbachia contra arboviroses

Método Wolbachia prevê liberação de mosquitos com a bactéria e monitoramento por ovitrampas em Feira de Santana. Crédito: Wevilly Monteiro e Renata Leite/Secom Feira de Santana

Feira de Santana deu início à implantação do método Wolbachia na quinta-feira (10). O marco foi um encontro na Secretaria Municipal de Saúde (SMS), que reuniu representantes do Ministério da Saúde, da Fiocruz e profissionais da rede municipal.

O método utiliza mosquitos Aedes aegypti infectados com a bactéria Wolbachia, que reduz significativamente a capacidade do inseto de transmitir dengue, chikungunya e zika. A estratégia é considerada segura e não envolve modificação genética. Após o estabelecimento da bactéria na população de mosquitos, o efeito se torna sustentável ao longo do tempo.

O cronograma de implementação está previsto para durar 12 meses. A primeira fase, com duração estimada de três meses, será dedicada ao engajamento comunitário e à adaptação dos espaços. Nessa etapa, profissionais da Secretaria Municipal de Saúde serão capacitados para atuar na mobilização e orientação da população sobre o funcionamento da estratégia. Em seguida, terá início a liberação dos wolbitos, prevista para ocorrer durante seis meses. Os mosquitos que carregam a Wolbachia serão liberados de forma planejada para que a bactéria se estabeleça na população de Aedes aegypti existente no território. Depois, o município realizará o monitoramento por meio de ovitrampas, equipamentos utilizados para acompanhar a presença e a evolução do mosquito. O objetivo do monitoramento será verificar o estabelecimento da Wolbachia em campo e acompanhar os resultados da estratégia.

O secretário municipal de Saúde, Rodrigo Matos, destacou a posição de Feira de Santana como um dos principais entroncamentos rodoviários do Norte e Nordeste e a grande circulação de pessoas no município.

A diretora da Rede Própria à Saúde, Verena Leal, destacou a importância da integração entre as diferentes áreas da rede municipal durante a implantação do projeto.

A implantação do método Wolbachia também se relaciona ao projeto Inova Feira, que utiliza Inteligência Artificial (IA) para realizar a contagem automatizada de ovos do mosquito a partir do monitoramento das ovitrampas.

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