Acidentes com animais peçonhentos caem 38% em Feira de Santana
Feira de Santana registrou 351 casos entre janeiro e julho de 2026, ante 565 no mesmo período de 2025; escorpiões respondem por 73% das notificações
Resumo da matéria
A Secretaria Municipal de Saúde de Feira de Santana registrou 351 acidentes com animais peçonhentos entre janeiro e julho de 2026, ante 565 no mesmo período de 2025, uma queda de aproximadamente 38%. Os escorpiões seguem sendo os principais responsáveis pelos casos, com 256 notificações em 2026, o equivalente a 73% do total. A zona urbana concentrou 251 dos registros deste ano, e os bairros Tomba e Campo Limpo, além do distrito de Maria Quitéria, aparecem entre as localidades com mais casos. Autoridades de saúde reforçam a importância de buscar atendimento médico imediato em caso de picada.
Escorpiões e outros animais peçonhentos são alvo de atenção da Vigilância Epidemiológica de Feira de Santana Crédito: Rayllde Kettly/Secom Feira de Santana
Entre janeiro e julho de 2026, a Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde registrou 351 acidentes com animais peçonhentos em Feira de Santana, segundo dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). No mesmo período de 2025, foram 565 casos — uma queda de aproximadamente 38%. Mesmo com a redução geral, o escorpião segue disparado como o principal agente causador: foram 256 notificações neste ano, o equivalente a cerca de 73% de todos os casos registrados.
Nos demais tipos de acidente, o comportamento variou conforme o animal. As notificações envolvendo aranha caíram de 35, em 2025, para 25 em 2026; as de serpente foram de 21 para seis; e as classificadas como outros animais peçonhentos passaram de dez para nove. Já os casos com abelha subiram de oito para 29, e os envolvendo lagarta foram de dois para nove. Os registros sem identificação do agente, na categoria 'ignorado/em branco', caíram de 29 para 17.
Do total de casos deste ano, 251 ocorreram na zona urbana e 100 na zona rural. Os bairros Tomba e Campo Limpo, além do distrito de Maria Quitéria, estão entre as localidades com mais registros.
O secretário municipal de Saúde, Rodrigo Matos, atribui a queda nos números às ações de vigilância, prevenção e educação em saúde promovidas pelo município, mas pondera que os escorpiões ainda exigem atenção redobrada. Ele reforça que 'o atendimento rápido é fundamental para evitar complicações e preservar vidas' e orienta a população a evitar medidas caseiras — como torniquetes, cortes ou perfurações no local da picada. Em caso de acidente, a recomendação é lavar o ferimento apenas com água e sabão e procurar atendimento médico o quanto antes, para avaliação e, se necessário, aplicação do soro específico.
A diretora da Rede Própria da Secretaria Municipal de Saúde, Verena Leal, alerta que os acidentes podem trazer complicações mais graves em crianças, idosos e pessoas com comorbidades. Entre as medidas de prevenção, ela recomenda 'manter quintais e terrenos limpos', evitar o acúmulo de entulho e usar equipamentos de proteção durante atividades de limpeza ou jardinagem — além de procurar uma unidade de saúde imediatamente diante de qualquer picada.