Maceió oferece moradia e assistência em nove unidades de acolhimento institucional
Prefeitura também oferece acompanhamento especializado a diferentes públicos em risco e vulnerabilidade social.
Resumo da matéria
A Prefeitura de Maceió oferece moradia, assistência e acompanhamento especializado a públicos em risco e vulnerabilidade social por meio de nove unidades de acolhimento institucional. Quatro são destinadas a crianças e adolescentes afastados do convívio familiar por decisão judicial, sem família ou com direitos violados. Em 2024, a prefeitura inaugurou a Casa de Acolhimento para imigrantes venezuelanos da etnia Warao, no bairro Cidade Universitária.
A rede da Prefeitura de Maceió conta com nove unidades de acolhimento institucional para públicos em vulnerabilidade social. Crédito: Semdes/Prefeitura de Maceió
A Prefeitura de Maceió oferece moradia, assistência e acompanhamento especializado a diferentes públicos em situação de risco e vulnerabilidade social por meio de nove unidades de acolhimento institucional. Os serviços são voltados à proteção, à segurança, à dignidade e ao acesso a direitos.
Quatro unidades atendem crianças e adolescentes afastados do convívio familiar por decisão judicial, sem família ou com direitos violados. O Serviço de Acolhimento Institucional Rubens Colaço recebe crianças de 0 a 6 anos; o Acolher, meninos de 7 a 17 anos; e o Luzinete Soares, meninas de 7 a 17 anos. A Casa Lar é destinada a grupos de irmãos de ambos os sexos, com idades entre 7 e 18 anos.
Essas unidades oferecem ambientes amplos e seguros, com quartos equipados, banheiros, áreas de preparação de alimentos, refeitórios e espaços de lazer.
Para pessoas em situação de rua, a prefeitura disponibiliza a Casa de Passagem Professor Manoel Coelho Neto, no Poço, e a Casa de Passagem Familiar, no Jaraguá. A primeira atende jovens e adultos, homens e mulheres, em situação de abandono. A unidade familiar recebe homens e mulheres maiores de 18 anos acompanhados de filhos, gestantes e famílias com crianças.
A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (Semdes) também mantém convênio com a Casa de Ranquines, instituição que atende pessoas em situação de rua nas unidades do Centro e do Benedito Bentes.
Com funcionamento sigiloso, a Casa Abrigo para Mulheres Vítimas de Violência Viva Vida oferece proteção provisória a mulheres vítimas de violência doméstica e familiar que não dispõem de outro local seguro para permanecer, além de seus filhos menores de 14 anos.
Ao chegar à unidade, a mulher recebe acompanhamento de uma equipe multiprofissional formada por assistentes sociais, psicólogos, advogado e educadores sociais. A equipe realiza os encaminhamentos necessários a cada situação e utiliza o Plano Individual de Atendimento (PIA) para auxiliar as mulheres a reconstruir suas vidas, incluindo a regularização de documentos e o acesso a benefícios, como o auxílio-moradia.
Na Praça Ciro Acioly, no bairro da Ponta Grossa, a Cidade da Pessoa Idosa é um equipamento da Semdes criado para acolher homens e mulheres a partir dos 60 anos que vivenciaram situações de abandono, negligência ou violência. O serviço funciona como residência permanente, com atendimento 24 horas.
Os residentes têm acesso a moradia digna, cuidados e atendimento de saúde, lazer, convivência e acolhimento, além da oportunidade de reconstruir vínculos e fortalecer o sentimento de pertencimento.
A rede também conta com a Casa de Acolhimento para os imigrantes venezuelanos da etnia Warao, inaugurada pela Prefeitura de Maceió em 2024, no bairro Cidade Universitária. Desde a chegada dessas famílias, em meados de 2021, a Semdes trabalha para garantir condições dignas de vida, acesso a direitos e respeito à diversidade cultural.
O acolhimento aos Warao envolve a atuação integrada das políticas de assistência social, saúde, educação e direitos humanos, considerando as particularidades culturais e étnicas desse povo.