Casa do Autista de Maceió usa fisioterapia para ampliar autonomia e comunicação de crianças com TEA
Avaliação fisioterapêutica é obrigatória para todos os usuários; atendimento é integrado com Educação Física e Terapia Ocupacional
Resumo da matéria
Na Casa do Autista de Maceió, todos os usuários passam por avaliação fisioterapêutica antes do início do acompanhamento. O trabalho, integrado com Educação Física e Terapia Ocupacional, parte de um plano terapêutico individualizado com objetivos de curto, médio e longo prazo. Os ganhos motores refletem diretamente na linguagem, atenção e interação social dos pacientes.
Atendimento de fisioterapia para crianças com TEA na Casa do Autista de Maceió Crédito: David Silas/Ascom Maceió Saúde
Guilherme tem escoliose e faz Pilates na Casa do Autista de Maceió. Os exercícios com bola e solo foram planejados para melhorar sua postura, flexibilidade e força muscular — mas os benefícios vão além do corpo: ganhos motores em crianças com TEA se refletem diretamente na linguagem, atenção e interação social.
A fisioterapeuta Rita de Cássia explica que o trabalho começa antes mesmo da primeira sessão. 'Nem todas as crianças e adolescentes precisam de acompanhamento com fisioterapeuta, mas é imprescindível que todos passem pelo menos por uma avaliação. Os casos mais comuns são a marcha equina, quando a criança anda na ponta dos pés, alterações na postura, fraqueza muscular e alterações psicomotoras', disse.
A avaliação envolve uma anamnese com a família sobre o desenvolvimento gestacional e motor do paciente, seguida de testes validados para identificar os maiores déficits. A partir daí, é elaborado um plano terapêutico com objetivos definidos para curto, médio e longo prazo. O acompanhamento pode acontecer uma ou duas vezes por semana, sempre integrado com Educação Física e Terapia Ocupacional.
'A fisioterapia motora visa o ganho de mobilidade, flexibilidade, consciência corporal e fortalecimento muscular global, aspectos que, na maioria das vezes, apresentam déficits no TEA. Os ganhos na área motora refletem diretamente na melhora da linguagem, da atenção, da comunicação e da interação social, tendo em vista que ela é a base para o desenvolvimento', complementou Rita de Cássia.
A Casa do Autista conta com médicos, psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas, pedagogos, musicoterapeutas, nutricionistas, enfermeiros, assistentes sociais e educadores físicos. É administrada pelo Maceió Saúde, organização social sem fins lucrativos.
Para ter acesso aos serviços, o responsável deve reunir RG, CPF, Cartão SUS, comprovante de residência, encaminhamento médico e documentos do responsável legal, e levá-los ao setor de Protocolo da Secretaria Municipal de Saúde, na Avenida Fernandes Lima, nº 2335, bairro Farol. Após abertura do processo, a equipe técnica realiza a análise e regulação dos casos. Quando a demanda supera a capacidade, os pacientes aguardam em fila de espera por ordem de prioridade técnica.
Serviço
O acesso aos serviços da Casa do Autista de Maceió é realizado por meio de encaminhamento da Secretaria Municipal de Saúde. Para iniciar o processo, o responsável deve reunir a documentação exigida e levá-la ao setor de Protocolo da Secretaria Municipal de Saúde. Após a abertura do processo, a equipe técnica do setor de Autismo faz a análise e a regulação dos casos, encaminhando os pacientes conforme a disponibilidade de vagas e os critérios técnicos de prioridade.
Local: Setor de Protocolo da Secretaria Municipal de Saúde de Maceió.
Endereço: Avenida Fernandes Lima, nº 2335, bairro Farol, Maceió (AL).
Público: Crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) residentes em Maceió.
Documentos necessários: RG, CPF, Cartão SUS, comprovante de residência, encaminhamento médico da criança ou adolescente e documentos do responsável legal.
Atendimento: Quando a demanda supera a capacidade de atendimento, os pacientes permanecem em fila de espera, respeitando os critérios técnicos e de prioridade definidos pela Secretaria Municipal de Saúde.